sábado, 5 de janeiro de 2013

Comida de esquina


A "comida de esquina", também conhecida como "salgado" (-Vamos comer um salgado? -Uma coxinha? -Isso, um salgado) é a salvação do rolê. Não há paladar neste mundo que negue a sustância de um bauruzinho, pra ficarmos no exemplo mais sofisticado de todas as comidas de rua que nos fisgam nos momentos de desespero. A propósito, desespero aqui não quer dizer que apela-se para qualquer coisa: A comida rápida brasileira também merece e terá avaliação. Tudo melhora quando há um processo de avaliação que determina -ainda que de forma geral e discutível- o que vale e o que não vale a pena comer. Em meio a escassez de dinheiro, tempo hábil (leia-se intervalo entre comida e trabalho) e uma rendição inconsciente aos prazeres da comida simples, as coxinhas, folhados, bauruzinhos, enroladinhos e quitutes de toda a sorte formaram um seleto cardápio que brevemente será dissecado.

Em tempo: O centro da cidade de São Paulo e seus bairros vizinhos ainda oferecem as melhores opções, por menos que acreditemos. O charme da cidade parece sustentar o cuidado na preparação e elaboração de certos salgados que compõem nosso imaginário nacional.

As massas, que tão bem acolhem uma gorda fatia de presunto, queijo, peito de peru e orégano, têm preferência em relação às frituras, que pouco ou nada perdoam as grotescas banhas que surgem de uma alimentação regada a enroladinho com orégano. Ah, o orégano...

[Aguardem]